quarta-feira, 25 de junho de 2008

Universitário gaúcho com paralisia cerebral conquista nota 9,5 em monografia inovadora



Quando foi diagnosticada a paralisia cerebral, os médicos alertaram aos pais que aquele bebê provavelmente nunca falaria. Mas Eduardo Purper não apenas falou: determinado a superar prognósticos, aos 22 anos o jovem faz das palavras a expressão de sua vocação e está perto de se tornar jornalista. Ontem à tarde, a família e os amigos assistiram a mais um marco dessa trajetória de superação. Estudante do curso de Jornalismo do Centro Universitário Metodista IPA, Eduardo inovou ao apresentar sua monografia diante de uma banca. Com dificuldades para escrever devido a problemas de coordenação motora e visão limitada a cerca de 20%, o universitário gravou o trabalho em áudio, como um documentário de rádio. Inspirado em sua paixão pelo futebol, que nunca pôde jogar por estar em cadeira de rodas, apresentou o trabalho Análise Semiológica de Narrações de Futebol.




Caro Eduardo


Te desejo muitas felicidades na nova carreira e parabéns pela capa do Jornal Zero Hora hoje e pela matéria na TV, ontem. É uma grande alegria ver os PC´s conquistando espaços até então inalcançáveis.

Tu estás enchendo de esperança a vida de pais e PC´s que também querem realizar o sonho de chegar a concluir o ensino superior.

Parabéns




4 comentários:

Fernanda Ramos Melo disse...

Boa Noite Professora, tudo bem?

Você postou no meu Blog e fico muito grata pela visita.

Então, visitei o seu e descobri que você é autora de um artigo que abriu minha consciência sobre inclusão social. O qual referencia a inclusão como a aceitação da diversidade humana e não igualar o ser como um todo. Esta referência tenho até hoje nos meus trabalhos e também participo das lutas sobre a inclusão social.

Sendo assim admiro seu trabalho e vi que a sua formação é dada dentro do desenho industrial, assim como a minha. Hoje eu faço mestrado na engenharia civil na UFSC e pretendo defender em Agosto.

Toda a minha pesquisa visa a acessibilidade das calçadas de Florianópolis. Como postei no Blog, as mesmas estão em péssimas condições e apresentam problemas diversos quando há aplicação das normas técnicas sendo elas voltadas para acessibilidade ou para a execução de calçadas.
De fato este trabalho é uma luta constante, e gostaria muito de conhecê-la como também conversar a respeito do tema tão belo e inclusivo.

Grata mais uma vez pela atenção.

Fernanda Ramos Melo
Designer Gráfico e Interior
Mestranda em Eng. Civil

FAGUNDES disse...

Esse rapaz é realmente um vencedor, pois tem pessoas que lutaram e lutaram e morreram praia sem nem mesmo ter concluido uma faculdade, ja purper fez isto e muito mais com seu trabalho mostrando que apesar das dificuldades aparentes ele não desistiu, esta de parabens.

Nina Mapelli disse...

Professora Regina, acredito que com o advento da inclusão educativa, mais PC's estão tendo a oportunidade de estudar e desenvolver as suas potencialidades e doravante, surgiram muito mais casos como o deste universitário gaúcho. Isto também é o meu desejo, pois os PC's têm condições de construir uma carreira acadêmica ou profissional, porém, às vezes, faltam-lhes oportunidades. Que o Governo e as escolas façam a sua parte, para que outros PC's possam fazer história!

Anônimo disse...

Desculpe deixei meu comentário no post errado.

Sim, não podemos negar o feito dele. Mas se formos analizar a fundo, o conceito de inclusão veremos que ali não houve INCLUSÃO de fato. Apenas uma troca de favores Ipa finge que tem acessibilidade e suporte total e o Eduardo faz o curso com suporte do pai que fica o tempo todo na faculdade com ele... Isto é inclusão? Visão miope esta da nossa sociedade! Ele apenas quis promoção e chega as raias do absurdo de pedir namorada em rede nacional!!! Não estou críticando apenas expondo como a inclusão é tratada de forma errada. Infelizmente as barreiras atitudinais são difíceis de transpor!
Bom, era isto, meu carinho e abraço.