domingo, 22 de novembro de 2009

SEMINÁRIO DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE

Gostaria de convidá-los a participar do evento
III SEMINÁRIO DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE

OBJETIVO
Oportunizar um espaço de discussão sobre diferentes perspectivas da acessibilidade e da inclusão, além de possibilitar a divulgação do curso de mestrado junto à comunidade acadêmica.

PÚBLICO-ALVO
Corpo docente e discente do Mestrado Profissional em Inclusão Social e Acessibilidade, comunidade acadêmica em geral.
* não será emitido certificação

* evento gratuito - inscrições em:
DIA25 de novembro de 2009 quarta-feira

HORÁRIO
9h às 17h
PROGRAMAÇÃO
25 de novembro
9h – Abertura – Prof. Dr. Everton Rodrigo Santos
9h15 – Palestra - Projeto Vida de Campo Ministrante: Prof. Ms. Roberto Kieling
10h15 – Palestra - Programa de Prevenção da Violência (Unesco)Ministrante: Daniel Fernandes
11h15 – Debate Mediador: Profª. Drª. Dinorá Zucchetti
12h – Intervalo
14h – Mesa Redonda com Secretários de Assistência Social dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos Mediadores: Prof. Dr. Everton Santos e Profª. Drª. Regina Heidrich
16h – Debate
16h45 – Encerramento – Prof. Dr. Everton Rodrigo Santos
LOCAL Feevale Campus II Auditório do Prédio Branco Nº. 02
COORDENAÇÃO
Everton Rodrigo Santos – Possui Doutorado em Ciência Política. É professor titular e pesquisador do Centro Universitário Feevale. É Coordenador do Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu – Mestrado em Inclusão Social e Acessibilidade.
PROMOÇÃO
Mestrado Profissional em Inclusão Social e Acessibilidade
ORGANIZAÇÃO
Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários – Proacom.

Ótima Notícia

Gostaria de agradecer a matéria publicada no Globo, feita pela Fernanda Calgaro. Conversamos por e-mail e telefone e ficou excelente.
A "novela" finalmente acabou, foi preciso entrar na justiça para explicar como funciona a Paralisia Cerebral, espero que o caso do Gui sirva de exemplo e abra portas para outras pessoas com os mesmos problemas.
Um abç
Regina

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1378266-5604,00.html

MEC autoriza jovem com paralisia cerebral a usar computador no Enem
Aos 17 anos, ele conclui o ensino médio e já fez ensino técnico.Ministério Público chegou a entrar com ação contra o Inep.
Fernanda Calgaro Do G1, em São Paulo
Depois de seis meses de muita insistência, um jovem com paralisia cerebral conseguiu autorização do Ministério da Educação (MEC) para usar um computador adaptado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Apesar da sua restrição motora, a capacidade cognitiva de Guilherme Finotti não foi afetada. Aos 17 anos, ele vai concluir o ensino médio regular neste mês e já terminou em julho o ensino técnico em informática. No entanto, para se comunicar, o computador é imprescindível. “Até eu, que sou mãe, muitas vezes não entendo o que ele fala. Então, peço para ele escrever”, conta a dona de casa Eunice Marili Finotti, 43 anos.
Por causa da deficiência, ele não consegue abrir totalmente a mão. Para usar o computador, ele depende de teclado e mouse especiais. Sobre o teclado normal, uma peça reta de acrílico transparente com furos é presa. Com uma caneta ou lápis, ele alcança as teclas e consegue digitar. No lugar do mouse, há um equipamento com botões grandes alinhados em série, que ele aperta para se movimentar na tela do computador.
Destaque entre os seus colegas na escola, Guilherme também desenvolve trabalhos de iniciação científica como bolsista numa instituição de ensino superior de Novo Hamburgo (RS), onde mora com o pai e a mãe. O seu primeiro projeto, que consistia num software para ajudar na alfabetização de crianças com paralisia cerebral, recebeu o prêmio de destaque no 4º Salão UFRGS Jovem 2009. Guilherme ainda foi medalha de prata na VII Olimpíada Brasileira de Astronomia.
Com a nota do Enem, o objetivo dele é conseguir uma bolsa de estudos do Programa Universidade para todos (ProUni) para cursar sistemas de internet numa instituição particular.

“Sem o Enem, as chances de ele cursar a faculdade acabariam ali. A mensalidade do curso é de mais de R$ 1.000, quase a renda mensal do meu marido, que trabalha como manobrista. Não teríamos condições de pagar. Hoje, ele já estuda com bolsa na rede particular”, diz Eunice.
Luta

Segundo a mãe, a luta para conseguir a autorização do computador adaptado começou em maio, antes mesmo da abertura das inscrições para o Enem. “Entrei em contato com o município e o estado, mas me disseram que teria de ser direto com o Ministério da Educação. Fiz inúmeras ligações para o Inep [instituto que aplica a prova], mas recebi um retorno de que não seria possível atender a minha solicitação."

A esperança dela foi renovada com o vazamento do exame, que aconteceria em outubro e precisou ser remarcado para dezembro. "Fui atrás da imprensa. Consegui o contato de um deputado que tentou me ajudar, mas até então não tinha tido uma resposta oficial do ministério.”

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Agradecimento

Quero agradecer a Juliana Franzon pela excelente matéria no Baguete o link p/ o site é
http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=3511637, e a todos os amigos virtuais ou reais que enviaram e-mails se solidarizando com o problema do Guilherme Finotti. Até agora não recebemos nenhuma resposta dos responsáveis pela prova do ENEM. Estamos apreensivos por que as provas ocorrerão 5 e 6 de dezembro.
Que inclusão é esta?

sábado, 10 de outubro de 2009

Caso do Guilherme Finotti - Mobilização Geral

Estamos lutando para que o Gui possa fazer o ENEM, usando o computador e um teclado adaptado com a Colméia. Segue abaixo o link com a matéria vinculada a TV Feevale e TV Educativa RS.

http://www.youtube.com/watch?v=wkQhKK9paLU&feature=channel

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aluno com PC não pode fazer o Enem


Trabalho com o Gui desde os 5 anos, ele é um dos casos da minha tese de doutorado, um aluno que não fala e não caminha, mas com o cognitivo totalmente preservado. Fez o curso técnico em informática e é um excelente programador. Após conseguir cursar o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, utilizando um computador como meio de comunicação o governo não permite que faça o exame do Enem utilizando um. O computador é o seu lápis e caderno eletrônico.
Bem, ele utiliza um mouse especial, e uma colméia que é uma máscara de teclado. Várias vezes aqui no Blog mostrei a colméia e como o Gui trabalha.
Abaixo segue a nota que saiu no jornal NH de ontem.

A luta do jovem Guilherme para fazer o Enem
Estudante de 17 anos tem paralisia cerebral.

Novo Hamburgo - "Sou jovem e quero fazer o Enem com o meu lápis, que é o meu computador", escreveu Guilherme Finotti, 17 anos, que tem paralisia cerebral. Ele está inscrito para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Colégio Santa Catarina. Mas isso só será possível se o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adaptar um computador com mouse e teclado especiais. O assessor especial do ministro da Educação Fernando Haddad, Nunzio Briguglio, em entrevista nesta segunda-feira à Rádio ABC 900, disse que a única coisa que não tem solução é a morte. "Prometo que vou resolver isso aí." Desde maio, a mãe de Guilherme, Eunice Finotti, 43, está tentando a inclusão do filho na prova. O Inep a informou que é possível ter acesso auxílio para a transcrição e uma hora a mais de tempo. "Mas uma fonoaudióloga não seria suficiente. Fazer esse exame significa muito para ele, que quer tentar uma bolsa de estudos", conta Eunice, ressaltando que já enviou vários exames solicitados pelo Inep. "O último parecer que me deram é que não é permitido o uso de equipamentos eletrônicos", afirma. Guilherme já cursou o técnico em informática e inclusive desenvolveu um jogo para a alfabetização de crianças com paralisia cerebral
.

http://www.jornalnh.com.br/site/noticias/ensino,canal-8,ed-149,ct-730,cd-220945.htm

terça-feira, 22 de setembro de 2009

LABIE Laboratório de Inclusão e Ergonomia

Finalmente chegaram todos os equipamentos do laboratório e pudemos realizar a inauguração oficial do LABIE. Tenho uma grande satisfação em partilhar este laboratório com a professora Jacinta Renner que trabalha a parte de ergonomia, qualidade de vida e saúde no trabalho.


Entre várias mensagens destaco a do Professor Marcelo Ritzel abaixo.

"Parabéns a todos pelo evento de quinta-feira passada. Foi bem bacana a inauguração oficial do LABIE e espero que sua repercussão contribua, ainda mais, para a melhoria de nossos processos acadêmicos.
Nos dias de hoje todos falam na indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão em nossas práticas educacionais, como sendo o nosso foco diferencial, uma prioridade. Acho que o LABIE consegue transcender essa indissociabilidade para o seu espaço físico, pois ele já nasce com essa concepção. Conseguimos, ao meu ver, um grande diferencial. "

Marcelo Iserhardt Ritzel, Dr

Obrigada a todos que nos auxiliam a cada vez mais melhorar este espaço de descobertas.





Mais sobre o fórum

Foi um grande sucesso o evento. As discussões sobre as políticas públicas efetivas tiveram seu ponto culminante na parte da tarde. As discussões foram sobre vários pontos diferentes de acessibilidade. A física, a escolar, no trabalho e as políticas de educação especial com a palestra da Martinha Clarete que entre outras coisas falou que
“No Brasil existe uma dívida social com esse segmento que por muito tempo foi atendido pela filantropia e pela caridade em razão da desincumbência do estado. Depois da assinatura de vários tratados internacionais, o Brasil vem desenvolvendo novas políticas em todas as área. Na educação, os números de matrícula mostram isso”...
Abaixo segue o link no you tube com algumas entrevistas no dia.

https://mail.feevale.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.youtube.com/watch?v=8f1RdiD3vm0%26feature=channel_page

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Feevale sedia o 1º Fórum Regional de Acessibilidade




No dia 2 de setembro, a Feevale sedia o 1° Fórum Regional de Acessibilidade: como está a nossa realidade?. O evento tem como proposta, debater, identificar e propor melhorias para acessibilidade e inclusão. A atividade inicia às 9h, no auditório do prédio Branco, no Campus II da Feevale (RS-239, 2755, Novo Hamburgo), com a apresentação das entidades que compõem o Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa Portadora de Deficiência (CMPPD).

As palestras serão ministradas por representantes e professores da Feevale e da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (SEESP/MEC). O evento encerra após a elaboração de uma Carta de Intenções, que será encaminhada aos órgãos públicos com as propostas formadas durante o evento. "Será um dia destinado a debates e novas propostas em prol da acessibilidade e da inclusão da pessoa com deficiência. Além disso, é uma forma de discutir com a comunidade em geral", explica o coordenador de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência (CPPPD), Darwin Kremer.


O Fórum é promovido a partir de uma parceria entre a Coordenadoria de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência e o Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa Portadora de Deficiência. As vagas são limitadas e o evento é gratuito. As inscrições podem ser realizadas até 31 de agosto através do site www.novohamburgo.rs.gov.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3594-9909 ou pelo e-mail portadoresdedeficiencia@novohamburgo.rs.gov.br.

Programação:


8h30min - Credenciamento
9h - Apresentação das entidades que compõem o Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa Portadora de Deficiência de Novo Hamburgo
9h30min - Abetura
10h - Palestras:


Acessibilidade física - Luciana Néri Martins (Feevale)
Inclusão e acessibilidade nas escolas – Regina de Oliveira Heidrich (Feevale)
11h - Debate
11h30min - Relato de experiência: Eleonora Elisa Scheid (Feevale)
12h - Intervalo
13h30min - Palestra: Mapeamento psicossocial dos trabalhadores com deficiência em Novo Hamburgo – Denise Macedo Ziliotto (Feevale)
14h30min - Palestra: Políticas públicas na perspectiva da educação inclusiva – Martinha Clarete Dutra dos Santos, representante da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (SEESP/MEC)
15h30min - Debate
16h – Plenária Final com o objetivo de formatar a Carta de Intenções para encaminhamento aos órgãos públicos com as propostas do Fórum
17h30min - Encerramento

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Células-Tronco



Tratamento polêmico melhora vida de Clara a primeira brasileira a usar células-tronco para melhorar da paralisia cerebral começa a dar sinais de avanço depois de tratamento iniciado na China custeado graças a uma campanha pela internet Mirella Marquesmirellamarques.pe@diariosassociados.com.br

Comer, sentar, ensaiar os primeiros passos e palavras. Atividades "normais" aos filhos, poderiam pensar os pais de crianças com até um ano de idade. Para os pais de Clarinha, no entanto, encher o pratinho da filha com feijão e arroz é um sinal de vitória. Assim como a possibilidade de deixá-la numa cadeira adaptada ou poder carregá-la no braço sem que o pescoço da pequena se curve com o peso da cabeça. Poder segurá-la pelos braços e sentir que os pés já arriscam passadas firmes é uma alegria imensa para o casal. A menina em questão é a 1ª brasileira a utilizar células-tronco para melhorar da paralisia cerebral, causada por falta de oxigenação durante o parto. O tratamento, feito na China, ainda é polêmico no país. Questionam-se os benefícios e, principalmente, os métodos de retirada dessas células (que podem ser pegas do cordão umbilical ou de fetos abortados). Os médicos de Clarinha decidiram pela primeira opção. Mas, se depender dos resultados obtidos pela pernambucana, não restam dúvidas de que a inovação médica tem o poder de renovar esperanças. Com um ano e nove meses, Clara renasceu.

A viagem

Clarinha foi à China com seus pais, Carlos Edmar e Aline Pereira, após uma campanha que durou seis meses e arrecadou U$ 40 mil. Dinheiro suficiente para bancar os custos com o tratamento e a viagem ao outro lado do planeta. Através do site www.umrealporumsonho.com.br, o pai conseguiu mobilizar amigos e desconhecidos. Entre eles, jogadores de futebol do Náutico e do Santa Cruz, que fizeram uma partida beneficente em prol da menina. A luta incansável de Edmar para garantir uma vida "normal" à filha única foi capa do Diario, em 20 de setembro do ano passado. Pai, mãe e filha chegaram à cidade de Cantão, no Sul da China, em 11 de abril. Ficaram por lá até 12 de maio. Chegaram ao Recife no final do mesmo mês.

O tratamento

A pernambucana passou por seis aplicações de células-tronco. Duas de forma intravenosa (através de soro) e quatro por injeções na coluna vertebral. Nos casos de paralisia cerebral, como o dela, a indicação é de quatro a oito aplicações, no máximo. Segundo os médicos, o tempo em que as células injetadas chegam ao cérebro para se transformarem em neurônios pode variar de três a seis meses. As melhoras físicas da menina, no entanto, começaram a ser percebidas a partir da segunda aplicação. Não há como prever até que ponto se dará a evolução.

Cardápio

Ainda na China, ela começou a substituir as refeições pastosas, batidas em uma espécie de liquidificador portátil trazido pelos pais do Brasil, por alimentos sólidos. Prova de que os músculos já permitiam a deglutição. Muitos portadores de paralisia se alimentam com comida pastosa por toda a vida. A vitória foi comemorada pelos pais e pelas enfermeiras chinesas. Durante o tempo em que ficou no hospital, a pequena tornou-se "xodó" da equipe médica. Para mimar Clarinha, elas traziam arroz e outras comidas típicas asiáticas. Mas os pratos preferidos da menina são batata frita, hambúrguer e macarrão à bolonhesa. Sem falar no feijão com arroz, especialidade da mãe. Ela já engordou um quilo. Além das mudanças na alimentação, ela também mudou a dicção. Antes falava apenas vogais. Hoje não para de gritar sílabas como "pá" e "abu".

Brincadeira do "toca aqui"

Apesar da paralisia cerebral, Clara tem a inteligência intacta. Seu comprometimento atinge só a área motora. O controle dos músculos é interrompido por movimentos involuntários. A postura, por sua vez, também é prejudicada. Foi durante uma corriqueira brincadeira familiar, já no Brasil, que os pais perceberam a evolução da filha. "Sempre dizia a ela, 'toca aqui, filha'. Para fazer isso, Clarinha mexia todo o corpo e gastava muita energia", explicou Carlos Edmar. Antes da entrevista, é a própria menina quem mostra o quanto mudou. Cumprimenta repórter e fotógrafa com um suave toque de mão. Há nove meses e com um ano de idade, ela tinha coordenação motora de um bebê de apenas três meses. Depois do tratamento na China, a coluna da menina também ficou mais ereta.Pela primeira vez na vida Clara consegue sentar.

O renascimento

Aliada às aplicações de células-tronco, os pais também testaram uma nova fisioterapia, chamada medek. As sessões ocorreram numa clínica em São Paulo. Os exercícios dão ênfase à independência da criança. O método ainda não chegou ao estado. E os pais planejam voltar à capital paulista para um novo período de fisioterapia. Há duas semanas, Clarinha ensaiou seus primeiros passinhos. Amparada pelo pai, pôs pé ante pé na sala de casa, um apartamento localizado no bairro da Estância, no Recife. "Se fosse preciso, faria tudo de novo. Campanha, viagem. É impressionante o quanto ela melhorou. Não sei se Clara vai conseguir andar, mas quero que minha filha tenha a vida mais normal possível", desabafou o pai. Os pequenos passos rumo ao futuro causam emoções sem palavras. http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/05/urbana8_0.asp


Fonte:
InfoAtivo DefNet - nº 4264 - Ano 13 - JULHO de 2009
Editor Responsável - Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade (CREMESP 103282)
WWW.DEFNET.ORG.BR
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Criança com Paralisia Cerebral

Recebi este e-mail e gostaria de responder aqui pelo Blog, pois recebo muitos e-mails e pedidos parecidos com este.



BEM REGINA, VOU TENTAR TE EXPLICAR O CASO; A CÇA NASCEU PREMATURA(35 SEM),FICOU EM VENT. MECÂNICA, APRESENTOU CRISES CONVULSIVAS COM MENOS DE 24 H. DE VIDA POR HEMORRAGIA CEREBRAL,APRESENTANDO PARALISIA CAREBRAL ESPÁSTICA COM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR. SEGUNDO A MÃE TBEM FOI EMTUBADA. NO ANO PASSADO FOI FEITO UMA CIRURGIA PARA ESTENDER OS TENDÕES DAS PERNAS , FOI ENTÃO QUE ELA PASSOU A CAMINHAR.HOJE COM 5 ANOS CAMINHA ARRASTANDO OS PÉS, MAIS NO ESQUERDO.TEM MUITA DIFICULDADE MOTORA NAS MÃOS, SÓ RABISCA, É ESTRÁBICA, E ACREDITO QUE NÃO ENXERGUE BEM.
SINTO QUE TEM MUITA NECESSIDADE DE AFETO, PRECISA CHAMAR ATENÇÃO O TEMPO TODO, QUER ABRAÇAR, BEIJAR, TOCAR OS COLEGAS, O QUE MUITAS VEZES ESSES NÃO QUEREM, ENTÃO ELA OS MORDE OU DÁ SOCOS... AO ASSISTIR VÍDEOS ELA NÃO OLHA PARA A TV, E SIM PARA OS COLEGAS...QUANDO TEM UMA ATIVIDADE NO PAPEL ELA VAI RABISCANDO MAS OLHANDO AO REDOR PARA OS COLEGAS, CONVERSANDO, "FALANDO",DO SEU JEITO, POIS QUASE NAO SE ENTENDE O QUE DIZ. PERCEBI QUE ELA NAO SE CONCENTRA EM NADA, SO O QUE ESTÁ EM VOLTA DELA, E FICA DIFICIL DE TRABALHAR ALGUMA COISA COM ELA...OS TRABALHOS PLANEJADOS PARA A TURMA PELA PROFE, ELA NÃO ACOMPANHA, E EU, COMO SUA MONITORA, NÃO POSSO FAZER POR ELA APENAS AUXILIÁ-LA,MAS COMO SE NÃO CONSEGUE OLHAR PARA NADA? COMO TRABALHAR A INCLUSÃO ASSIM? A PROFE DA TURMA QUER QUE EU E ELA SENTEMOS BEM NO FUNDO DA CLASSE PARA NÃO ATRAPALHAR OS DEMAIS. ISSO É INCLUSÃO? ÀS VEZES A CÇA BATE PALMAS, "CANTA", GRITA, DE FELIZ, DE SURPRESA QUE ESTÁ COM TANTA NOVIDADE, E A PROFESSORA REPRIME, XINGA, MANDA SENTAR DE BRAÇOS CRUZADOS, AS VEZES ELA VAI ATE A SUA MESA MOSTRAR COMO ESTA FICANDO SEU TRABALHO, E AO CHEGAR A PROFE DIZ QUE E PARA ELA VOLTAR SENTAR QUE ELA NAO QUER VER NADA AGORA....E ASSIM VAI...
PERCEBO MUITA COISA ERRADA E SE FOR FALAR, SEI QUE SEREI JULGADA, NAO SOU PROFE DA TURMA, COMECEI ALI FAZEM APENAS 3 MESES, COMO MONITORA, POIS AINDA NAO TENHO CONCURSO, ENTÃO, ESTOU ME SENTINDO IMPOTENTE, MUITO IMPOTENTE, DIANTE DO CASO. SINTO QUE PRECISO FAZER ALGUMA COISA PARA AJUDAR ESSA MENINA, PRECISO TBEM MOSTRAR PARA MIM MESMA QUE POSSO FAZER UM TRABALHO BOM POIS ESTOU NO INÍCIO DE CARREIRA E QUERO COMEÇAR BEM. AH, REGINA OUTRA COISA QUE ESTOU EM DUVIDA, É SOBRE O CONTROLE DOS SFÍNCTERES, ESSAS CÇAS CONSEGUEM CONTROLÁ-LOS COMPLETAMENTE? QUE ATIVIDADES PODERIA REALIZAR COM ELA, JA QUE SEGUNDO MEU PONTO DE VISTA E DA MAIORIA DOS PROFES ELA NÃO APRESENTA IDADE MENTAL MAIOR QUE 2 ANOS ? OLHA REGINA SOU FORMADA A 4 ANOS EM PEDAGOGIA, ESTOU NO COMEÇO DA PÓS EM NEUROPSICOPEDAGOGIA E ED. ESP. INCLUSIVA, MAS É MEU PRIMEIRO ANO COM CÇA ESPECIAL E ESTOU MUITO CONFUSA SE ESTOU FAZENDO CERTO OU ERRADO, ENTÃO GOSTARIA MUITO DA SUA AJUDA. MUITO OBRIGADA PELA ATENÇAO E DISPONIBILIDADE.



Prezada Professora

Fico muito feliz ao ver que existem pessoas que se questionem realmente sobre a inclusão e seu real significado.
Isso que está acontecendo na sua classe não é inclusão e passa muito longe disso, mas infelizmente, é o que vejo acontecer em várias escolas. Você não me explicou se ela fala, entendi que caminha. Pois a primeira coisa é estabelecer a comunicação inicial de sim e não. Como foi a entrada desta criança na escola?
Houve uma reunião de professores para estudar o caso? Houve uma busca pela equipe interdisciplinar que a atende ou até mesmo o neuropediatra? É muito importante poder conversar com eles p/ você possa compreender bem a lesão cerebral dela, qual ou quais as regiões foram afetadas.
Como ela é vista dentro de sala de aula? Os colegas sabem o porque da presença dela e quais as dificuldades que ela apresenta? Houve uma reunião com os pais para conversar sobre a política da escola ao incluir um aluno PC?
Embora eu “imagine” as respostas a estas questões, acredito que sejam de fundamental importância no estudo do contexto da inclusão.
Não se pode definir a “idade mental” de uma criança PC, fazemos alguns testes, mas como é a primeira vez que ela frequenta uma escola não podemos saber como irá acompanhar.
O mais importante neste caso é esclarecer a professora, os pais e a direção da escola sobre o que está acontecendo com esta menina. Ela precisa sentir-se bem, respeitada e aceita pelos colegas e principalmente pela professora. A partir disto vocês precisarão estabelecer estudos e objetivos sobre o acompanhamento dela na classe. Ela pode não acompanhar no ritmo das outras crianças mas poderá acompanhar no ritmo dela e isso não atrapalhará em nada seus colegas.
Em relação ao controle de sfíncteres depende de cada criança, alguns não controlarão nem na idade adulta.
Não existe nenhuma paralisia cerebral igual a outra e nenhuma receita de inclusão de alunos com paralisia cerebral, buscamos formas diferentes de trabalhar o processo de ensino-aprendizagem, principalmente utilizando recursos de tecnologias assistivas.
Finalizando, gostaria de dizer que fico contente ao saber que existem profissionais preocupados com sua prática. Você conseguirá um bom resultado com esta menina, mas não pense que será de uma hora para outra. Busque conhecê-la, tente formas diferentes de mostrar o que está acontecendo na sala. Converse com seus pais para conhecer a rotina e ver como ela é tratada em casa.
Depois me conte como foram os resultados. Espero tê-la ajudado e sinto muito por não poder te dar uma “receita”, mas você está no caminho da busca e isso é o mais importante . Procure livros e artigos sobre o assunto, leia estude muito, assim se sentirá mais segura.
Um abc
Regina

domingo, 14 de junho de 2009

Amizade e solidariedade nunca sairão de moda

Já havia recebido esta mensagem no ano passado e havia deletado. Recebi novamente nesta semana e desta vez deixarei registrada aqui. Não tenho a fonte original. Fala em inclusão e solidariedade. O quanto a inclusão permite que nos tornemos melhores como seres humanos.


No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser enca minhadas para uma escola comum...
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
- Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem.

Meu filho não se pode lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus? '
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
- Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.
Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
- Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me:
- Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
- Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador..
O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador... O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha corrido... mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.. Todo o mundo gritou: - Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.. Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:
- Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
- Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
- Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!
Todos precisamos parar alguns momentos para pensar naquilo que é realmente importante na vida. A amizade e a solidariedade nunca sairão de moda.
Basta querermos!

sábado, 6 de junho de 2009

Vivendo e Convivendo com ELA


Meu amigo Antonio Endler e sua namorada Denise Terra acabaram de lançar a cartilha Vivendo e Convivendo com ELA - Esclerose Lateral Amiotrófica - Nesta cartilha ele mostra os principais problemas que uma pessoa com esta doença enfrenta em diferentes situações, além de esclarecer algumas coisas importantes sobre cuidados fundamentais. A Cartilha, na íntegra, se encontra no endereço abaixo. A foto é do dia do lançamento da cartilha no Simpósio de ELA.

O Antonio é um amigo de muitos anos e que eu adoro e admiro muito pela sua força e coragem.

terça-feira, 26 de maio de 2009


Sul Neuro 2009
5º Congresso Gaúcho de Neurologia e Neurocirurgia
3º Simpósio Gaúcho de Reabilitação Neurofuncional
2º Simpósio Latino-americano de Monitoração Neurofisiológica
Encontro do DC de Moléstias Neuromusculares da ABN
14 a 16 de maio de 2009 - Plaza São Rafael - Porto Alegre/RS


Fui convidada para palestrar no Sul Neuro 2009, para falar sobre Design e aspectos pedagógicos na paralisia cerebral. Vejo que a cada dia a necessidade de divulgação do trabalho do design para pacientes com PC tem sido importante na qualidade de vida deles. O convite para este evento demonstra o quanto se faz necessária a participação de uma equipe interdisciplinar nestes casos.

Coordenei a mesa redonda - Avanços na Neuroreabilitação - e conheci os trabalhos desenvolvidos pelo Marcelo Sant'ana - Esportes adaptados p/ inclusão, Vera W. Striebel - Therasuit na paralisia cerebral- e o trabalho da Simone Peralles - Uso do Exoesqueleto na Lesão Medular.
Agradeço o convite feito pelos amigos Prof Dr Cleber Ribeiro A. da Silva e o Dr Francisco Rotta .

terça-feira, 19 de maio de 2009

DIA 18 de maio

dia 18 de maio - DIA NACIONAL DE LUTA ANTIMANICOMIAL, DIA DAS RAÇAS INDÍGENAS NA AMÉRICA, DIA DE COMBATE AO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Pessoas com deficiência e HIV/aids: interfaces e perspectivas A partir de uma proposta do Programa Municipal de DST/Aids, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas realizou, desde setembro de 2007, uma pesquisa sobre a situação de vulnerabilidade das pessoas com deficiência (PcD) na cidade de São Paulo em relação ao HIV/aids - um tema importante e infelizmente ainda bastante desconhecido.
O desconhecimento abrange aspectos quantitativos (como a prevalência do HIV/aids neste segmento, que no Brasil corresponde a aproximadamente 27 milhões de pessoas) e aspectos de natureza comportamental, representações simbólicas e temas correlatos.
Ao propor a pesquisa, o Programa Municipal de DST/Aids atendeu uma antiga reivindicação do movimento das pessoas com deficiência, a de conhecer suas necessidades no que se refere à saúde e especificamente em relação ao HIV/aids, para elaborar ações e políticas públicas condizentes.
Conheça os resultados da pesquisa "Pessoas com deficiência e HIV/aids: interfaces e perspectivas" - trabalho que representa um passo adiante na trajetória rumo ao conhecimento da problemática inserida na confluência destes dois temas.


http://www.rits.org.br/
Fonte:InfoAtivo DefNet - nº 4226 - Ano 13 - MAIO de 2009 - Jorge Márcio Pereira de Andrade

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fernanda Honorato

A coisa mais rara que tem é eu assistir tv, numa noite dessas, parei no Jô e tive uma grande surpresa. Conheci Fernanda Honorato. Uma gracinha de menina, um caso de inclusão que deu muito certo, mas independentemente dela ter Síndrome de Down é um exemplo de mulher e ser humano. Meu questionamento é por que os Downs são tão felizes? Claro que deve haver exceções, sem dúvida, mas é uma característica nata da maioria dos que eu conheço e tive a satisfação de poder trabalhar.
Com uma vontade imensa de viver, com alegria e grande auto estima, ela passa uma energia muito boa. A prova de que a inclusão dá certo. Ela é o resultado do investimento dos pais, de uma escola que não excluiu. É impossível assistir aos vídeos e não se contagiar com a alegria dela. Por que as pessoas comuns, eu e você não nos sentimos assim constantemente?




quarta-feira, 29 de abril de 2009

III Jornada APAEANA em Cachoeira do Sul dia 22 de Maio


Fui convidada para ministrar uma palestra em Cachoeira do Sul, na III Jornada Apaeana. O título da palestra é:

"Inclusão sonho ou realidade. Como vencer as barreiras pedagógicas, psicológicas e estruturais"

Este título me deixou muito preocupada, porque parece que eu tenho uma receita pronta de como estas barreiras podem ser vencidas. Quando se fala em educação e principalmente educação especial, não existe um modelo. Seres humanos apresentam necessidades, vivências e experiências diferentes, mostrarei o meu trabalho e alguns caminhos que segui e que deram bons resultados.

Acho a iniciativa de algumas APAES me chamarem para conversar sobre inclusão , muito boa. Todas as APAES são a favor da inclusão. Não dá para trabalhar com um escola inclusiva de boa qualidade sem esta parceria principalmente em cidades do interior. Esta discussão precisa ser feita entre as escolas regulares e as escolas especiais. Uma não exclui a outra. Inclusão é isso parceria, busca de soluções, pais, professores, terapeutas e uma equipe inter e multidisciplinar trabalhando juntas. Só assim conseguiremos bons resultados. Acredito nesta utopia de uma educação pública de qualidade no Brasil. Não sei se viverei para ver isso acontecer, mas com certeza este é um dos meus sonhos enquanto educadora. Todos trabalhando juntos por uma educação de qualidade.
Maiores informações no Blog da APAE.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mais um exemplo de superação

As melhores pessoas que conheci, as mais surpreendentes, são estas pessoas como o Nicky, Dany , Gaby, Michel, Ronaldo, Celinha e tantos outros que mostram que a vida precisa ser vista sob outra ótica.
Vale a pena assistir a este vídeo.



sábado, 18 de abril de 2009

Palestra no Sul Neuro 2009

Sul Neuro 2009
5º Congresso Gaúcho de Neurologia e Neurocirurgia
3º Simpósio Gaúcho de Reabilitação Neurofuncional
2º Simpósio Latino-americano de Monitoração Neurofisiológica
Encontro do DC de Moléstias Neuromusculares da ABN
14 a 16 de maio de 2009 - Plaza São Rafael - Porto Alegre/RS
Fui convidada para palestrar no Sul Neuro 2009, para falar sobre Design e aspectos pedagógicos na paralisia cerebral. Fiquei muito honrada com o convite.
Abaixo maiores informações no link do evento.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

DIA MUNDIAL DA SAÚDE

Recebi hoje cedo este texto do Jorge. Vale a pena repassá-lo, pois é um relato sensível da saúde e da situação dos brasileiros nos dias de hoje.



A Saúde e o Sentido Para a Vida
Jorge Márcio Pereira de Andrade


Um sábio escritor/aviador/filósofo, Antoine de Saint-Exupéry,nos deixou como legado, para além do Pequeno Príncipe, um alerta sobre a necessidade de que busquemos um Sentido para a Vida. Ele nos indicou o caminho quando, em seus livros Terra dos Homens e Um Sentido para a Vida, nos disse:


"De que estamos nós precisando para nascer para a vida? Precisamos nos dar. Sentimos que o homem não pode comunicar com o homem senão através de uma mesma linguagem.... Quando nos encaminharmos na direção boa, aquela que tomamos na origem, ao despertamos do barro, somente então seremos felizes. Só então poderemos viver em paz e morrer em paz, porque o que dá um sentido à vida dá um sentido à morte".


Necessitamos, hoje, no mundo do medo líquido e das vidas desperdiçadas ou da vida nua, urgentemente de uma nova linguagem universal. Necessitamos todos de uma Nova Saúde, a moda de Nietzche e Walt Whitman. Necessitados estamos todos e todas de um sentido para nossas vidas.


Hoje, dia 07 de abril, se comemora o Dia Mundial da Saúde. Amanhã o que comemoraremos? o desaparecimentos das 'novas pestes e epidemias? o fim de nossas 'não-visões brancas'? o surgimento de novos meios biotecnológicos de controle das mortalidades e do sofrimento humano? ou o enriquecimento e dignificação da vida humana com novos princípios éticos e bioéticos?


Digo que sem a última resposta de nada valerá uma resposta às indagações anteriores. Senão, gananciosamente, os proprietários/empresários da Sáúde nos anunciarão/venderão uma falaciosa "descoberta" de um novo modo de Viver e Morrer, inclusive com as frequentes violações de todos os princípios sobre pesquisas em seres humanos. Isso, diante da nossa alienação, se não prestarmos atenção, com urgência, para a produção do que chamo de Vulneração/Expropiação da Vida.


Hoje é dia de exclusão. Sim é dia de exclusão 'saudável' no Big Brother. E se estamos todos aguardando o próximo 'milionário' e seu 'milhão', que dizem ser escolhido por nós, continuamos também assistindo a terra, a gaia, tremendo e nos anunciando novas e italianas e universais mortes, bem como novas lágrimas em olhos afegãos e/ou africanos ou nordestinos. A nossa atual sensibilidade para o sentido Universal da Vida tem, na banalização das violências, tornado , a cada dia na Idade Mídia, um modelo de viver. Nos estão afirmando, economicisticamente, que 'vale tudo' para vencer entre os muros, sob as câmeras e teletelas, com uma visão naturalizadora de um panóptico olhar de milhares de nós-espectadores.


Estamos comemorando hoje a saída de nossos 'irmãos' ou 'irmãs' do Big Brother. Estaremos, então, felizes por nos identificarmos projetivamente com o Vencedor(a). Porém ,em seguida, quando um pequeno indiano nos ensinar como 'ganhar o primeiro milhão e nos tornarmos todos milionários', ainda assim estaremos cativos de um medo fundamental: " o medo de ser pinçado sozinho da alegre multidão, ou no máximo separadamente, e condenado a sofrer solitariamente enquanto todos os outros proseguem seus folguedos. O medo de uma catástrofe pessoal" (1).

Vivenciamos, absortos e absorvidos (mas não absolvidos) diante das nossas TVs um 'show da realidade', ou seja o reality show que está nos, subliminarmente, avisando que seremos 'inevitavelmente' excluídos. Apenas um será o milionário. Confirmar-se e se naturaliza que o hipercapitalismo tem suas razões e suas verdades. Não será e não é preciso que ninguém nos advirta que estamos 'nos assistindo' nos reality shows da vida. Sabemos e naturalizamos que para vencer teremos de lutar para não sermos excluídos. Já nos colocamos como pré-desfiliados. E isso ocorrerá na fila do INSS, na fila do banco, na fila da escola, na fila do espetáculo, nas filas de entrada para a Era do Acesso, onde alguns poucos selecionados podem participar do show e milhares serão seus 'tele-colegas' deste trabalho sob clausura e confinamento.


E onde entra a Saúde no meio deste cenário? sim, as nossas saúdes (que não serão apenas a ausência das doenças) entram na necessidade do que Viktor E. Frankl (2), a quem dedico algum tempo de minhas leituras atuais, afirmou de forma contundente sobre sua experiência no campo de concentração de Auchwitz: "...que o sentido da vida sempre se modifica, mas jamais deixa de existir..., podemos descobrir esse sentido na vida de três diferentes formas: 1. criando um trabalho ou praticando um ato; 2. experimentando algo (como o amor, a beleza, a verdade) ou encontrando alguém; 3. pela atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável".
A mim, na minha atual condição de saúde vulnerada, me interessa a autotranscendência necessária para o reconhecimento de minhas fragilidades consideradas humanas, inclusive, com o 'direito humano' de me deixar contaminar pela 'cegueira branca das mídias globais'. É, então, diante de minha vulnerabilidade humana que precisarei estar trabalhando, micropoliticamente, pela busca de novos modos de ser e estar no mundo. Tenho, em homenagem a Orwell, a incansável tarefa de humanizar meus atos médicos, realizando as experimentações e pesquisas, com crítica e ética, de todos os avanços que a Medicina e as Biotecnologias em que estou envolvido/capturado. Devo tentar alcançar a proposta de Frankl, ele também médico e psiquiatra. Ele realizou com persistência e nobreza o ato da sobrevivência em um campo de concentração, reforçando que muitas vezes foi o humor, o amor aos seus semelhantes , o reconhecimento de seus algozes da SS como humanos, a resiliência e permanente busca de uma outra forma de saúde, lhe permitiu sair vivo desta experiencia crucial de vida nua, ou seja: buscar aquilo que alguns filósofos existencialistas ensinam, ou seja, tolerar a FALTA DE SENTIDO DA VIDA. Podemos, portanto, mesmo diante de uma situação inexorável e de nossa finitude, afirmar nossa transitoriedade vital e, com coragem e determinação, afastar o medo líquido e certo da Morte, afirmando que a Vida tem um sentido incondicional. O que nos dá um sentido às nossas vidas também dará um sentido às nossas mortes.


Por isso digo, em especial aos que ainda olham como inválidos os que se tornam pessoas com alguma forma de incapacidade ou deficiência, que a Vida vale a pena (sofrimentos criativos) e as penas (sofrimentos patológicos), quando compartilhamos de uma nova linguagem universal. Mais vale ainda se seu sentido e linguagem é propor um novo paradigma ético-estético e político para o viver (Guattari), onde tentamos ser éticos, para ser potência ativa que surge na imanência das práticas para coordenar a vida e escolher a forma de vivê-la, com profundo respeito à Diferença e os Outros. Mais ainda olhando com um olhar para além do olhar, um novo modo de ver/sentir estético e subversivo, rompendo, como criação e criadores permanentes, a pretensa unidade economicista do mundo capitalístico e globalizado atual; e, finalmente, nos afirmando micropoliticamente com a implicação de escolha de que modos de mundo desejamos VIVER e MORRER COM SUAVE DIGNIDADE.


A TODOS E TODAS MEU DESEJO DE UMA SAÚDE PARA ALÉM DA QUE NOS DIZEM SER NECESSÁRIO E INDICADA PARA BEM-VIVER.

jorgemarciopereiradeandrade copyright 2009-2010

(1) Medo Líquido - Zigmunt Bauman - Jorge Zahar Editora - Rio de Janeiro, RJ, 2008.
(2) Em Busca de Sentido - Um Psicólogo no Campo de Concentração - Viktor E. Frankl - Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 2008 - 26ª Edição.

domingo, 15 de março de 2009

Visita do Professor José Pacheco










Nesta quarta-feira, dia 11 de março, tive um dia maravilhoso, com a visita do Professor José Pacheco. Ele é o idealizador da Escola da Ponte.

Eu o conhecia do livro Caminhos para a Inclusão e do livro do Rubem Alves , A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir. A Escola surgiu do desejo de se fazer uma escola que respeitasse as diferenças individuais e tratasse os alunos com amor. A Escola da Ponte é uma instituição pública de ensino, localizada em Vila das Aves, Portugal.
Conversamos sobre inclusão, sobre a nossa utopia de uma sociedade melhor, sobre os caminhos percorridos até agora , os avanços e retrocessos...
Fiquei sabendo que nossas experiências no Brasil estão no mesmo nível de excelentes escolas da Europa. E assim como aqui lá também existe a “inclusão de faz de conta” onde as pessoas pensam que estão incluídas mas na realidade a segregação continua igual. Que em todos os locais existem pessoas que acreditam na inclusão e se esforçam para que ela aconteça.
Ele gosta tanto do Brasil, que está se mudando para Minas Gerais. Tivemos algumas idéias muito interessantes e pensamos em desenvolver alguns projetos em parceria unindo nossos conhecimentos e pessoas de uma rede de pesquisa.

Livros sobre a Ponte

A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir, Rubem Alves, 120 págs., Ed. Papirus.
Quando Eu For Grande, Quero Ir à Primavera, José Pacheco, 109 págs., Ed. Didática Suplegraf.
Sozinhos na Escola, José Pacheco, 115 págs., Ed. Didática Suplegraf.
Para Alice com Amor, José Pacheco, Cortez Editora.

sábado, 7 de março de 2009

LABIE - Laboratório de Inclusão e Ergonomia

Início de semestre


Nem estou conseguindo atualizar meu blog. Já começou a correria de início de ano. Neste semestre uma novidade. O laboratório de inclusão e ergonomia. LABIE. Estamos terminando de fazer as últimas adaptações e espero que na semana que vem já possamos iniciar nossas atividades lá. O laboratório está muito bonito e tem sido muito bom participar da elaboração de todos os requisitos necessários para que ele atenda as necessidades dos nossos pacientes do projeto. Além disso, estou ministrando 4 disciplinas, continuo com as consultorias de inclusão nas escolas e atendendo alguns alunos em suas casas. Bem o ano letivo começou com tudo...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Poder da Educação

Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado. Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães. A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada carreira ao encalço da lebre. Alcançou-a com destreza trucidando-a rapidamente.
A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão. O povo mal continha a respiração. Alguns mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la deu-lhe com a pata e ela caiu. Logo ergueu-se e se pôs a brincar. Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco.

Então, e somente então, Licurgo falou; "senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os cães. A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação." E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excelências do processo educativo.

"A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo." Eduquemos nosso filho, "esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores."

Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no século quarto antes de Cristo. O verbo educar é originário do latim educare ou educcere e quer dizer extrair de dentro. Percebe-se portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que floresçam, à semelhança de bela e perfumada flor.
Autor:Equipe de Redação do Momento Espírita


Recebi esta mensagem e vi o quanto ela se aplica aos dias de hoje. Seria tão mais simples se todas as pessoas e os educadores pudessem passar esta mensagem a todos. No caso da inclusão seria a solução de vários problemas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Moda Inclusiva

Estudantes têm até o dia 27 de fevereiro para se inscrever e desenvolver roupas adequadas para pessoas com deficiência, utilizando talento e criatividade. Desfile com os 20 selecionados será em abril.



-->Até o dia 27 de fevereiro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe inscrições de estudantes de moda e estilismo de todo o estado para o Concurso Moda Inclusiva, com o objetivo de promover a discussão no meio sobre a necessidade de se pensar e fazer moda que respeite a diversidade. Patrocinado pela Universidade Anhembi Morumbi, em parceria com Pense Moda, Vicunha, Revista Manequim/Abril e as principais faculdades de moda de São Paulo, o concurso Moda Inclusiva convida os estudantes da área a apresentarem propostas de vestuário adaptado que atendam às necessidades e demandas das pessoas com deficiência. As premiações incluem estágio remunerado na empresa Vicunha, publicação do croqui finalista na revista de moda Manequim, da Editora Abril, e credenciais da São Paulo Fashion Week (SPFW). O vestuário para pessoas com deficiência tem potencial para se tornar um novo e expressivo segmento no mercado de moda. O Brasil tem hoje 24,6 milhões de pessoas com deficiência. Somente no Estado de São Paulo, cerca de 4,2 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência. "Trata-se de um mercado consumidor bastante representativo, que qualquer segmento gostaria de ter", ressaltou a secretária Linamara Battistella, durante o lançamento do concurso. Para ela, a Arte e a Cultura devem ser entendidas como as manifestações mais inclusivas e democráticas da humanidade. Assim, a moda, como uma expressão da Arte, também não pode fugir a essa natureza e a esse objetivo. A moda para pessoas com deficiência é um segmento explorado com sucesso na Europa há anos, destacou a secretária Linamara, durante o lançamento do concurso Moda Inclusiva, em novembro de 2008. "Devemos trazer para cá esse exemplo de se tratar a todos, independentemente das diferenças, de maneira igualitária", recomendou. Esse nicho ganha ainda maior relevância no Brasil a partir da entrada em vigor da Lei de Cotas, que estabelece reserva de percentual de vagas a trabalhadores com deficiência. O ingresso de maior volume de pessoas com deficiência no mercado de trabalho gera conseqüente aumento de seu poder aquisitivo e também de sua demanda por peças de vestuário. "Todos, inclusive as pessoas com deficiência, têm direito e desejo de se reunir - e uma moda adequada para todos e para todas as ocasiões é fundamental para isso", afirmou a secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência. O Concurso As inscrições para o concurso Moda Inclusiva poderão ser feitas até 27 de fevereiro de 2009, por meio do acesso ao site da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br). Podem participar estudantes de moda e estilismo de universidades de todo o Estado. Para concorrer, os participantes deverão enviar um "look" (croqui e ficha técnica) para o endereço da Secretaria (av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda). Os 20 participantes pré-selecionados - apoiados com tecido e materiais para a confecção da roupa - participarão de um desfile em abril. Uma banca julgadora composta por nove profissionais premiará as três melhores apresentações em um desfile no auditório da Secretaria. Muito mais do que incentivar a criatividade dos alunos, o concurso insere-se no contexto da Responsabilidade Social, chamando a atenção para o tema, ajudando na promoção de uma sociedade mais inclusiva, bem como colaborando para o aumento da auto-estima entre as pessoas com deficiência.

AGENDA Concurso Moda Inclusiva Inscrições para o concurso: de 03/12/2008 a 27/02/2009
Entrega dos trabalhos: até 06/03/2009
Divulgação dos 20 selecionados: 16/03/2009
Realização do desfile: 22/04/2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pensando em Inclusão neste Início de 2009





Bem, iniciando 2009 e meditando como serão minhas aulas p/ o Mestrado no próximo semestre. Tenho mais 2 orientandos e estou buscando adquirir novos conhecimentos sobre minha área. Infelizmente inclusão e acessibilidade são coisas pouco discutidas e fico a cada dia, mais impressionada ao constatar o quanto as pessoas desconhecem este assunto.

Gosto de iniciar sempre com metáforas pois abordar um assunto desconhecido, onde as bases normalmente são de preconceitos, em que as pessoas nem sabem o porquê de pensar assim, é uma abordagem interessante.

Recebi um e-mail com estas fotos . Acho que dá p/ iniciar uma ótima discussão a partir delas...

As ovelhas encontram-se no Museu de Comunicações, em Frankfurt.

Quase todas pessoas percebem apenas ovelhas...

E nem percebem que cada uma delas é feita de telefones e fios velhos.

Repare nas patas. No corpo, fios de enroscar e a cabeça é o próprio aparelho...

Assim funcionam os rótulos...

Se acreditarmos que as coisas são imutáveis ...


A SIMILARIDADE na forma e cor nos leva a acreditar estar diante desse tipo de coisa e DELETAMOS todas demais informações...

Como diria o gênial Leonardo da Vinci

"PRECISAMOS CONSTANTEMENTE REAVALIAR NOSSAS PRÓPRIAS IDÉIAS "

Fonte: Misticismo e Ciência

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Um 2009 com Mais Inclusão

O nosso caminho é feito

Pelos nossos próprios passos...

Mas a beleza da caminhada...

Depende dos que vão conosco!
Assim, neste NOVO ANO que se inicia

Possamos caminhar mais e mais juntos...

Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAÚDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR.

O ano se finda e tão logo o outro se inicia...

E neste ciclo do "ir" e "vir"

O tempo passa... e como passa!

Os anos se esvaem...

E nem sempre estamos atentos ao que Realmente importa.

Deixe a vida fluir

E perceba entre tantas exigências do cotidiano...

O que é indispensável para você!

Ponha de lado o passado

E crie uma nova vida... um novo dia...

Um novo ano que ora se inicia!

Crie um novo quadro para você!

Crie, parte por parte... em sua mente...

Até que tenha um quadro perfeito para o futuro...

Que está logo além do presente.

E assim dê início a uma nova jornada!

E assim tenhamos um mundo melhor!

À todos vocês amigos(as) que tem o mesmo ideal,

Amigos(as) que já fazem parte da minha vida,

Desejo que as experiências próximas de um ANO NOVO Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas.

Muita Paz em seu contínuo despertar!

"UM FELIZ 2009"

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fim de Ano

Com toda a turma do projeto Meus bolsistasde Iniciação Científica











Nunca vi um ano passar tão rápido!!! Ouço isso a toda hora e tenho sentido na pele desde setembro.
Tem certeza que o Natal já é na semana que vem?
Nesta semana ainda tenho uma banca da computação, as entrevistas de seleção dos alunos de mestrado e depois quero dar uma descansada.
Na semana passada foi a festa de encerramento do meu projeto de pesquisa Design Inclusivo.
Mais um ano lutando pela inclusão e tentando mostrar que podemos conseguir muitas coisas com "Boa Vontade" e o uso das TIC´s, é claro. Uma depende da outra. Mas espero que em 2009 haja mais "boa vontade" dos professores e escolas ao receberem os casos de inclusão.






segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Inclusão Digital em Fortaleza


Estive em Fortaleza na semana passada para uma avalição do MEC e fiquei muito impressionada com o investimento que está sendo feito na área de inclusão digital. Além disso existe uma carência de informatas muito grande. Olha que oportunidade de novos desafios para os profissionais que estão iniciando ou que desejam mudar para outro estado.


Com investimentos do Banco Mundial e verba de emendas da bancada federal do Ceará para o orçamento da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) 2008, o Governo do Estado por meio da Secretaria de Planejamento (Seplag) e Empresa de Tecnologia da Informação (Etice), garante a execução do projeto Cinturão Digital.


A iniciativa pretende fornecer, acesso a 82% da população a serviços digitais de internet, videoconferência, TV Digital e telefonia celular as principais cidades do Estado. Segundo o presidente da Etice, Fernando de Carvalho, apenas 4% dos cearenses possuem acesso à rede, quantidade bem inferior à média brasileira: 11%. "O quadro demanda rápida ação do Governo, visando prover acesso de qualidade a todos, pois muito mais do que levar internet àqueles que não têm chance de acessá-la, o Projeto busca a inclusão digital e social dos indivíduos que não podem pagar pelo serviço”, disse o presidente. Para isso esta sendo construído em Fortaleza, um anel de 2500 Km de fibras, que ligará a capital aos municípios de Milagres, Tauá e Sobral. A partir dessa infra-estrutura, 25 pontos serão conectados por meio de distribuição de ramais de fibras optica que distribuirá 70 Mbps, para cada município.


A iniciativa lança as bases para vários projetos de Educação a Distância, atração de novas empresas de base tecnológica, fornecimento de laboratórios e recursos computacionais para uso da população e muitos outros.
ETICE – Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Banca em Florianópolis


Nesta semana estive em Florianópolis participando da banca de mestrado de Fernanda Ramos de Melo que cursa o Mestrado em Engenharia Civil na Universidade Federal de Santa Catarina.

O título do trabalho é Pisos táteis: Proposta de diretrizes de acessibilidade para as calçadas urbanas.

Mais uma designer trabalhando nesta área. O trabalho é excelente e mostrou o caos , em termos de acessibilidade, em que se encontram as calçadas de Florianópolis. Ainda mais com o dilúvio que se instalou naquele estado nesta semana.

Gostaria de ressaltar que os problemas em relação a acessibilidade ruim não ocorrem somente em Florianópolis e só depois que se trabalha com esta área é que passamos a identificar estas dificuldades.

Espero que a Fernanda continue trabalhando nesta área com estudos futuros p/ um doutorado.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

II Seminário de Inclusão e Acessibilidade


Objetivo: Oportunizar um espaço de discussão sobre diferentes perspectivas da acessibilidade e inclusão.

Público-alvo: Corpo docente e discente do Mestrado Profissional em Inclusão Social e Acessibilidade; comunidade acadêmica em geral.

Programação:
9h - Abertura do evento - Prof. Dr. Everton Rodrigo Santos

9h15min - Palestra: Cidade acessível: instrumento de inclusão social
Ministrante: Profª. Ms. Luciana Néri Martins (Feevale)

10h15min - Palestra: A discriminação das pessoas com deficiência no mundo do trabalho e a atuação do Ministério Público do Trabalho
Ministrante: Márcia Medeiros de Farias (Procuradora do Trabalho)

11h15min - Mesa-redondaMediador: Profª. Drª. Jacinta Renner

12h – Intervalo

14h - Palestra: Software livreMinistrante: Adriano Rafael Gomes

15h - Palestra: Acessibilidade digital
Ministrante: Profª. Drª. Liliana Maria Passerino

16h – Mesa-redondaMediadora: Profª. Drª. Sandra Portella Montardo

16h45min – Encerramento - Prof. Dr. Everton Rodrigo Santos

Carga horária: 6 horas

Dia: 20/11/2008, quinta-feira
Horário: 9h às 17h
Local: Auditório do prédio Azul

Ministrantes:

Luciana Néri Martins - Arquiteta e urbanista pela Unisinos, mestre em Engenharia Civil com ênfase em Cadastro técnico Multifinalitário pela UFSC. Está concluindo doutorado em Ciências da Educação pela Universidad de las Islas Baleares (UIB), na Espanha. Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Feevale e líder do Projeto de Extensão "Arquitetura e Comunidade". É membro do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e do Comitê Permanente de Propriedade Intelectual (CPPI), da Feevale.

Márcia Medeiros de Farias - Procuradora do Trabalho. Representante no Rio Grande do Sul da Coordigualdade – Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportununidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho. Mestranda em Direito pela UFRGS e em Direitos Humanos pela Universidade Pablo de Olavide na Espanha.

Liliana Maria Passerino – Doutora em Informática na Educação (PPGIE-UFRGS 2005). Atualmente é professora da FACED/UFRGS, onde atua em graduação e pós-graduação (PPGEDU/PGIE). Desenvolve pesquisa na área de Informática na Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: informática na educação, educação a distância, informática na educação especial, autismo e inclusão digital. É membro de diversos comitês científicos em periódicos qualis como RENOTE. Revista Novas Tecnologias na Educação - Scientia (Unisinos) e em congressos relevantes na área de informática na educação.

Adriano Rafael Gomes - Bacharel em Ciência da Computação pela Feevale. Trabalha como analista de suporte na Câmara Municipal de Novo Hamburgo, onde administra a rede de computadores com Software Livre. É membro fundador do Grupo de Usuários de Software Livre do Vale do Sinos - SoftwareLivre VS. É usuário e entusiasta de Software Livre como movimento social e tecnológico desde 2003.

Coordenador: Everton Rodrigo Santos - Possui doutorado em Ciência Política. É professor titular e pesquisador da Feevale. É coordenador do curso de Pós-Graduação Stricto Sensu - Mestrado em Inclusão Social e Acessibilidade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Salão do Jovem Designer

É com muita satisfação que apresento aqui meus alunos premiados no Salão do Jovem Designer.
Claudio Salvalaio com a Mesa Inclusiva - Recebendo o prêmio







LISETE M. NONNEMACHER, JULIANA A. ANDRETTA e THAIS S.WENDLING

O evento ocorreu meio a comemoração da Semana Nacional do Design. Diversos trabalhos de estudantes do curso concorreram a prêmios em 5 categorias.


Categoria 1: Design Gráfico – embalagens e rótulos, programação visual em geral, projetos gráficos, sistemas de sinalização, identidade visual, PdV.

Categoria 2: Design de Produto – móveis, objetos , bens de consumo.

Categoria 3: Design de Calçados e Acessórios – calçados femininos, masculinos e infantis, bolsas, cintos e demais acessórios.

Categoria 4: Design de Moda - vestuário em geral, coleções.

Tem horas que eu desanimo


Às vezes acontece de chegar ao final de mais um semestre, ou de um ano letivo, para os pacientes do projeto e constatar que o computador em sala de aula ainda está estragado ou desligado. Nesta semana uma menina de 11 anos ao chegar no atendimento me disse que ela não estava fazendo nada no computador na escola, mas não era p/ me contar...


O caderno todo escrito pela professora. Os pais acham que está tudo bem já que ela é PC e foi aceita na escola, a escola acha que está incluindo e eu no meio disso tudo tentando abrir os olhos dos pais e conscientizar a escola...
Até quando vão continuar nesta hipocrisia? O pior que me pedem pelo amor de Deus para não avisar ninguém da Secretaria de Educação.
Será que está sendo feita uma proposta diferenciada para esta aluna? Ela tem o cognitivo preservado , portanto sabe que não está certo o procedimento da escola.

Foi a mesma escola que levou 8 meses para ligar o computador porque não tinha alarme na sala e poderia ser roubado...
Não é para desanimar?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uma Mãe Mais do que Especial

Costumo dizer que as mães das crianças PC´s, ou com alguma dEficiência, em geral são muito especiais. Este vídeo mostra a rotina de uma mãe de um PC adolescente, de baixa renda e que luta para levar seu filho aos atendimentos. Esta é a realidade da maioria das mães de crianças dEficientes no Brasil. Normalmente estão sozinhas, pois a maioria dos pais vão embora quando descobrem que tem um filho assim ...
A partir daí elas precisam trabalhar para sustentar seus filhos, além de levá-los aos atendimentos que são absolutamente necessários para a qualidade de vida deles.
Estas mães não são muito mais do que especiais?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Tecnologia Assistiva de Baixo Custo



Durante os atendimentos semanais do projeto de pesquisa, observamos que, em função dos distúrbios de postura e tônus muscular, existem usuários que não conseguem manter a postura adequada em frente ao computador, ou seja, têm dificuldade em manter a cabeça ereta na posição adequada durante o tempo necessário. Assim, constatamose a necessidade de ajuda técnica para esses usuários. Assim, desenvolvemos um apoio ergonômico de coluna cervical, que auxilie a sustentação da cabeça, sem imobilizar o usuário.

A metodologia de desenvolvimento do apoio ergonômico de cervical seguiu as etapas de: observação do usuário, análise ergonômica e antropométrica, desenvolvimento de requisitos e restrições, análise dos similares, desenvolvimento de alternativas preliminares, desenho técnico e desenvolvimento do protótipo.
O resultado das etapas acima citadas foi o desenvolvimento de um apoio ergonômico de cervical , lavável e regulável.

Já havíamos tentado coletes cervicais e outras formas de apoio, mas todos eles, de alguma forma, prejudicavam a deglutição de saliva. A solução encontrada pelos meus bolsistas de Iniciação Científica, Güeba e Fabrício, foi o Apoio Ergonômico de Cervical. Ainda estamos em fase de testes e buscando materias e tecidos apropriados.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS PARA ATENCÃO E DEFESA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA


Fui convidade para ministrar uma palestra no dia 15 de outubro, sobre Acessibilidade utilizando Tecnologias Assistivas, no CURSO DE CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS PARA ATENCÃO E DEFESA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. O convite foi feito pela LEME - ASSOCIAÇÃO DOS LESADOS MEDULARES DO RIO GRANDE DO SUL - que juntamente com a CORDENADORIA NACIONAL PARA INTEGRAÇÃO DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA – CORDE, órgão vinculado a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA , organizou o curso. Os municípios do RS que participaram foram CAMPO BOM, DOIS IRMÃOS, ESTÂNCIA VELHA, ESTEIO, IVOTI, LINDOLFO COLLOR, MARATÁ, MORRO REUTER, NOVO HAMBURGO, PRESIDENTE LUCENA, SÃO LEOPOLDO e SAPUCAIA DO SUL.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

P&D 2008 SENAC SP


Na semana passada estive apresentando um trabalho no P&D em SP, foi muito bom rever antigos professores, colegas do mestrado e amigos que não via há muito tempo. A cada dia posso observar o quanto existem novas pesquisas na área de estudos sobre dEficiência e isso possibilita muitas trocas.
O P&D Design Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design é um evento bianual voltado para a discussão da pesquisa e ensino de design. Este evento científico, que atualmente é o maior congresso na América Latina na área do Design, tem se tornado um importante fórum de divulgação e discussão de questões pertinentes ao avanço do conhecimento nessa área, seja resultante de pesquisa aplicada ou pesquisa básica.
Foi realizado pela primeira vez no ano de 1994, em São Paulo, organizado pela UNIP em conjunto com a AEnD BR e a revista Estudos em Design. Esta primeira edição contou com a participação de 24 instituições de ensino e pesquisa em design, integrando pesquisadores de oito estados brasileiros e convidados internacionais.
Sucederam-se as edições de 1996 (Belo Horizonte / UEMG), 1998 (Rio de Janeiro / PUC-Rio), 2000 (Novo Hamburgo / Feevale), 2002 (Brasília / UnB), 2004 (São Paulo / FAAP) e 2006 (Curitiba / UNICENP). Em todas as ocasiões, o evento contou com palestrantes convidados de renome internacional, tais como Victor Margolin, Charles Owen, Silvia Pizzocaro, Bernard Darras, e Carlo Vezzoli. A última edição do P&D Design recebeu 850 participantes, vindos de 19 estados brasileiros e também do exterior.
O P&D Design 2008, oitava edição do evento, foi realizado no Centro Universitário Senac, instituição que possui cursos na área de design em diversos níveis.